
O ano de 2026 finalmente chegou, e com ele a temida Reforma Tributária está batendo à porta. A nova reforma não é brincadeira e não deve ser tratada como algo a se resolver futuramente.
Enquanto você, pequena empresa que está no Simples Nacional, está focada exclusivamente em vender, as grandes empresas estão focadas em planejamento, em adequação para as novas regras da Reforma.
E o resultado? No final das contas, sua empresa pode ser a mais afetada pelas mudanças, enquanto as grandes empresas continuarão saudáveis e lucrando muito. E não adianta dizer que é apenas porque os pequenos são os mais atingidos, afinal, você ainda tem tempo para se preparar, assim como os grandes players.
Você, como empresário do Simples Nacional, não precisa faturar milhões de reais por ano para ter eficiência fiscal. O que você precisa é parar de tratar os seus impostos como uma “conta fixa a ser paga todo mês” e começar a tratar como uma variável que deve ser gerenciada.
Com a Reforma Tributária chegando, você precisa ter estratégia para não ser atingido e se beneficiar das novas mudanças, e aqui vamos te passar 5 insights estratégicos e práticos que você precisará adotar para não ser engolido pela Reforma Tributária.
Vários empresários, especialmente aqueles que estão no Simples Nacional, tratam os impostos como uma conta que vence todo mês, igual como trata uma “conta de luz”, e são esses empresários que vão pagar mais do que deveriam.
A reforma tributária está substituindo vários tributos por IBS e CBS, e essa substituição muda a lógica de créditos, exigindo uma gestão ativa. Quem não analisar operação por operação, vai recolher imposto desnecessário.
Um exemplo muito comum é de empresas que vendem produtos sujeitos à tributação monofásica, mas que continuam recolhendo PIS e Cofins como se tivessem direito ao crédito.
No papel, tudo parece certo e você segue feliz. Mas, na realidade, isso significa dinheiro indo embora do seu caixa todos os meses sem total necessidade. E com a reforma, essa lógica se intensifica ainda mais.
A regra aqui é: quem não revisar a forma como tributa cada operação vai pagar mais imposto sobre imposto sem perceber, e vai estar tirando dinheiro que poderia entrar no seu bolso e no bolso da sua empresa.
Hoje, sua empresa enquadrada no Simples Nacional pode estar confortável, mas, amanhã, com o IBS e CBS funcionando plenamente, ela pode se tornar muito menos competitiva que uma outra empresa que está no Lucro Presumido, apenas porque não gera crédito para os seus clientes.
Vamos imaginar uma prestadora de serviços que atende grandes empresas. Se ela não gerar crédito, o cliente vai pressionar o preço ou, pior de tudo, vai trocar de fornecedor.
Nesse ponto, não estamos falando de um imposto ainda maior, mas sim de uma perda de mercado simplesmente porque você não teve estratégia e não foi atrás de informação por estar no conforto do seu Simples Nacional.
Com a reforma tributária, duas empresas com o mesmo faturamento podem pagar valores totalmente diferentes de imposto, e isso não é brincadeira, será muito mais comum do que se imagina, e o pior? Pode ser você quem estará pagando mais!!
Um exemplo: uma empresa compra insumos sem direito a crédito e vende para seus clientes que exigem o crédito. O imposto “gruda no preço”. Já o seu concorrente acaba estruturando fornecedores e operações para maximizar o crédito.
O resultado? Uma empresa vai vender com margem e a outra vai sobreviver apertada, isso mesmo faturando exatamente a mesma coisa!!!
Fique atento! A reforma tributa o destino, ampliando a lógica de créditos. Se a empresa não souber quem gera crédito, quem não gera e onde ela se perde, vai acabar pagando muito mais imposto embutido em cada etapa.
Muitas vezes, produtos com tributação monofásica podem ser tributados duas vezes, e o resultado é um só: dinheiro sendo sugado pelo ralo e você sem ter a menor ideia disso, já que esse tipo de erro não dá nenhum tipo de sinal.
A revisão fiscal não deve ser uma exceção, deve ser uma regra, especialmente para as empresas que nunca revisam NCM, CST e forma de apuração.
Com a reforma tributária, o volume de novas regras vai aumentar, e o resultado: os erros vão se multiplicar. E quando falamos de mais erros, estamos falando de mais dinheiro que você pode perder.
As empresas que não criarem uma rotina de revisão trimestral ou semestral vão acumular prejuízos silenciosos todos os meses e muitas vezes vão achar que “estão sendo roubadas com impostos cada vez mais altos”, quando poderiam estar pagando muito menos impostos se tivessem fazendo uma revisão fiscal com frequência.
A matéria original esta em https://jornalcontabil.ig.com.br/noticia/empresas-do-simples-serao-engolidas-pela-reforma-se-nao-fizeram-isso/